Desde pequeno era assim. Simplesmente as respostas surgiam. Nessa miscelânea de insônia e sono as ideias germinavam, cresciam, amadureciam, dançavam tango umas com as outras e davam uma baita dor de cabeça. Mas o incrível era que ele acordava "sabendo". O que precisava saber, ele sabia. Era então apenas puxar o bloco de papel reciclado enrustido sob o criado-mudo, pegar seu lápis preferido debaixo do travesseiro, tomar umas duas aspirinas e passar a limpo o roteiro proposto pela noite reflexiva.
Quando criança esse seu "dom" fora responsável por lhe dar as melhores notas do colégio, o cargo de preferido entre os professores, e um apelido carinhoso vindo dos colegas: Zumbi, devido as olheiras e a palidez. Hoje o dom lhe dava dinheiro. E não dava pouco. Era importante. Uma peça fundamental dentro de uma mansão protegida.
Mas é lamentável dizer que naquele dia, uma surpresa prometia burlar a segurança da verdadeira fortaleza que era a casa de Zumbi, dar um fim nas noites de alto nível de intelecto (aquele incompreensível para mentes que se encaixam nos modestos patamares da normalidade, como a sua e a minha), e sair pela porta da frente como quem não quer nada.
Ao anoitecer quando as trevas engoliram o último raio de luz, que ao tentar refugiar-se dentro de uma lata de lixo, acordou um gato preto que ali dormia revelando seu esconderijo, um lobo branco de patas negras, caninos salientes, pontiagudos e assassinos, poderia ter uivado para a lua cheia de forma aterradora. Mas não havia lua ali, muito menos lobo. Aliás, havia uma escuridão nauseante de mãos dadas a um funesto silêncio. Neste cenário de temores e adjetivos, olhos muito atentos poderiam constatar um vulto que se aproximava de maneira sorrateira. Carregava algo brilhante em sua mão esquerda (mais tarde saberemos se é algo afiado, mortal) e algo pequeno de uns 2 giga bytes de capacidade em sua mão direita, do qual se orgulhava. Aproximava-se da mansão.
Esta noite não seria como a anterior, provavelmente teria mais ação.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
Boa Tarde!
gostei muito dos Contos de (dos) Dois.
Parabéns!
Lilian
show de bolaaa^^
muito legal mesmo!!!
abraço broww
que história "animal"..
duvidosa..tenebrosa..e que deixa com aquele sentimento de "Queeero maissss"..
abraçoooooo
o, quero a continuação "carai"!!
Postar um comentário